"Por mais que queiramos reduzir a distância ficamos sempre afastados dos outros." Lawrence Durell in Clea
Esta ideia é absolutamente recorrente em tanta literatura, assim como em poesia, ou até na filosofia. Até onde o homem se abre e se, de facto, o faz efectivamente, ao mundo ou aos outros. Chega a ser penoso repetir estes argumentos na expectativa deles retirar mais algo dos que nos rodeiam.
Quem se quer dar, encontra modos de se aproximar dos outros. Quem quer exibir uma encenação vive-a sempre até ao trágico momento de se confrontar com o fim da linha. Há, no meio destes extremos, todos aqueles que passam a vida a fugir a este tipo de meditações. E, estes últimos, tendem a ser particularmente críticos de quem tem fé. Todo um mistério de compartimentação da vida.
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