quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Mundo hipócrita e decadente

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"Selena Gomez doa o salário que ganhou com filme de Woody Allen"

Woddy Allen é um cineasta independente de Hollywood, faz os filmes que quer. Tem, por regra um gosto requintado e faz filmes encantadores. 
Selena Gomes não existe para lá de ser uma figura que se exibe em tudo o que é revista cor de rosa. Chega, em determinadas a despir-se, exibindo a sua nudez como parte de um acordo secreto e não firmado entre ela e um público voyeur. Desde que saiu do universo da Disney varia entre um troglodita cançonetista de igual visibilidade e várias doenças que a molestam.
Selena Gomes quis a fama do filme com o Woddy Allen.
E, ao que se saiba, não foi obrigada, forçada ou solicitada a nada. Recebeu, inclusivamente, uma bela soma para entrar num filme. Todas as notícias que saírem sobre este tema valem-lhe muito mais do que ela recebeu e doou.

Mais cinco minutos de fama de mais um não assunto.

Obviamente que a fotografia não é minha. Estava na internet, esse mundo de assédio perigoso...

domingo, 14 de janeiro de 2018

Um poema

Mais uma vez, como sempre
Igual e repetidamente......

Uma frase que seja um desabafo
Não é um livre trânsito
Para despejar todo o azedume,
A crítica, a acidez e a frustração.

Ninguém cresce e menos se agiganta
A derramar destruição como se fora
Um marmoto depois de um terramoto...
Após um desabafo tem que haver esperança.

Após um desabafo ou uma queixa
Urge o amor, a amizade e a construção...
Os fios que liguem os actos partidos
Do desconsolo verificado.

E, mesmo já triste e desolado
Ninguém merece ficar, depois,
Pendurado.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Pudor

Ela entra com todo o seu pudor,
incapaz de suportar uma réstia de luz
que deixe visível
o entusiasmo do seu corpo.
Dia após dia,
semana após semana,
mês após mês,
ano após ano,
década após década.

E. no escuro,
de olhos abertos os fechados,
quantas caras consegue ter
uma vaga silhueta?

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Ser onda

Não me apetece morrer
Sinto-me, novamente,
Num recomeço.

E somos isto.

Apenas ondas
Que se mexem na praia.
A força do mar
E a influência da Lua.

Apenas agentes.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Primeiro dia do ano e as notícias

Notícia um
A mensagem do Papa.
Notícia dois
As passagens do ano nas principais cidades e as longuissimérrimonas reportagens no local com as inaturáveis perguntas de circunstância que apenas servem para encher minutos de emissão.
Notícia três
As passagens do ano no mundo, não faltando Times square e afins
Notícia quatro
Os banhos do dia um de janeiro
Notícia cinco
O primeiro bébé do ano
Notícia seis
Qualquer assunto de bola.

Conclusão, o ano começa logo a estupidificar a rapaziada. Nunca mais acaba este dia?

Ano novo

Tenho por princípio que o Ano Novo, esta ideia que algo se inicia alheia à nossa intervenção e que com os nossos melhores votos e desejos pode vir a ser um o paraíso na terra, é a verificação perfeita da alienação em que as pessoas vivem mergulhadas.
O tempo apesar de ser uma linha continua, tem, devido à nossa existência no planeta terra a característica cíclica da rotação da desta em volta do Sol o que nos pode fazer, numa certa perspectiva dizer que o tempo é uma espiral. Voltamos sempre ao mesmo ponto apenas com mais informação, mais sabedoria e mais experiência. Ora, assim sendo, não há nada de extraordinário no primeiro dia que não seja um fim de uma volta e o início de outra. Não há acontecimento exógenos, alheios, sobrenaturais ou o que seja que o faça de modo diverso, ou que, passe por se fazer força ou se possa desejar que mude alguma coisa.

O que é que pode, na realidade, fazer a diferença? O homem. Quem vive a experiência desse novo princípio, desse recomeço. Portanto ou o homem, pleno do conhecimento do seu eu, se empenha em se renovar, ou a passagem do ano vale a pena para nos atafulharmos de comida e de bebida e deixar uns gritos no ar.

Votos de um Ano Bom são os votos que quem lê, assuma que se vai esforçar para ser melhor. Eu vou.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Poesia de 1978

Um brinco é redondo
E não tem fim
Esse é o tempo que sou
Teu amigo

Estas palavras em forma de poesia foram escritas por mim em 1978, portanto com 13 anos.
A nota curiosa que já nesse tempo a minha ideia circular do tempo, bem como o amor ( ou o afecto) é algo que não tem, também, fim. Uma vez conquistado, atinge a eternidade.

Obrigado Isabel Viegas e Costa, amiga a quem escrevi estas palavras, e de quem tenho a satisfação de chamar amiga há mais de 40 anos.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

desenhos






Do tempo

O tempo passa igual...
Longamente...
E são ciclos que se repetem

Em meu redor

Sentado num jardim
De um cemitério
Onde almas mortas
Se matam para a eternidade.

Afastam qualquer Sol,
Luz ou pensamento.
São meros instrumentos
Maquinalmente instruídos.

São o silêncio instalado
De um vazio declarado
Sossobrando para o tédio
Este tempo arrastado.

E cumpro esta pena.
Consciente que é
O castigo de ser
Aquilo que sou.