domingo, 19 de novembro de 2017

Piada de gosto duvidoso

Um arquitecto é um engenheiro civil gay.

Another poem

As tears go by...
Yes... indeed
My tears...
My heart.

Could we believe?
Could I reached?
My tears
My heart and soul?

Can we go back?
Can we refill our small kind words
Can we refill our hearts
Our minds?

We sould loose
Lost, give away
All of those bad days
Bad words
Bad feelings
That bad us

Just recover us
Our togetherness
Our specials words
Our us

Can we
Can I?
Can you
As our tears go by...

sábado, 18 de novembro de 2017

Sinal dos tempos

O cão passou a ser gente, sendo que às vezes chega a ser mais que gente sobrepondo-se a estes, os gentes. Vivo num bairro simpático, sossegado, ainda que dentro da cidade. O bairro tem a sorte de ter pequenas vivendas de jardins de pouco mais que 20 metros. Espaço que seria de qualidade de vida, de sossego, de uma mesa e umas cadeiras, de descontracção e sossego. Todavia, o espaço foi dedicado ao canídeo. Um daqueles que passa a vida ao calor, ao frio, à chuva e ao Sol. O melhor amigo do homem. Para além do espaço para si, onde se desfaz em necessidades, ainda tem a sorte de dois passeios diários. Fazer exercício, suponho...
O canito, que até é um grande cão, tem imensas saudades dos seus donos e, por tal, julgo eu, faz questão de avisar toda a vizinhança desse seu estado emocional de viver em Saudade. Acredito que com acompanhamento à guitarra seria capaz de produzir uma série infindável de fados absolutamente arrebatadores.
E agora o eu, a gente que vive nos 100 metros em redor desse fadista? Mal podemos abrir as nossas janelas de vidros duplos, mal posso arejar a casa, mas posso deixar entrar os raios de Sol que trazem saúde e alegria a qualquer casa. Vejo-me compelido a transformar a minha casa num bunker para poder ter o sossego que qualquer um, naturalmente, aspira.
Mas o cão é o melhor amigo do homem. Não. O cão é um chato, um maçador... Se alguém gosta de cães que os tenha em casa, que os obrigue a fazer as necessidades em casa, que os mantenha numa conduta socialmente desejável.
Uma criança que é, em absoluto, o melhor amigo da humanidade faz as suas necessidades no bacio, faz a sua birra, tem o seu momento, não são 24 horas. E, cresce... deixa de fazer birras.
Meus amigos, façam filhos e esqueçam essa história do cão. Há muita gente a agradecer.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Não sou boxer

Há frases,
Por vezes somente uma palavra,
Que chegam como socos...
Murros secos,
Fortes e violentos
Porque foram ditas com crença.

Há instantes piores que a mais negra noite.
Gelam todo o sangue
Secam a alma,
E deixam uma brutalidade,
Uma hostilidade,
Uma impossibilidade

Não sou boxer

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

poema sintético

Fazes tricot das minhas intenções.
Fazes e desfazes a mesma linha
Nunca está como queres
E cada dia a linha é outra

Onde quer que vás sabes que t'acompanho

Onde quer que vá
Sabes que m'acompanhas,
Que contigo parto,
E em ti permaneço.
Aquilo que jamais saberei
É, quando partes,
Quem é que te acompanha...

E não podendo ser eu,
Deixa-me, pelo menos,
Ser a ilusão de ser
E conversa-me
Como se tudo assim fosse

Conversa-me sobre tu,
O que me fascina,
O que me encanta,
O que me distrai
E o que me enternece
Diz-me nas tuas palavras
O que sei de ti
Diz-te para mim.

E quando te apartas
Fico-me também aí
Nesse outro lugar
Supondo-te
Imaginando-te 
Vendo-te
E sentindo-te
Como penso que sentes
Quando te apartas...

Onde quer que vás
Sabes que t'acompanho

Poesia de esplanada de café

E passam...
Seguidas
E intervaladas
Em grupo
Sozinhas
E até penduradas
Corpos e corpos
Movimentos animados
Que fazem as suas vidas
Alheadas de mim
Como eu delas
Somos, apenas,
Cenários mútuos.
Corpos com intenção
Cada um com a sua,
Algumas cruzadas
E outras desligadas
E somos nada,
Uns para os outros,
Figurinos de passagem
Apenas...

E como poderíamos
Em cada instante
Conter toda a cada uma
Das vidas com que nos cruzamos

Somos, apenas,
Para os que nos animamos
Ainda que haja outros
Que não desejamos...

Frases com potencial

Você não é uma animação, apenas matéria animada.....
ou o inverso
Você não é matéria animada, você é uma animação.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Herói e heroicidade

Andava sempre à procura de heróis, pelo que todos os seus actos eram vividos com essa expectativa, a de estar a cometer um acto heróico.
Rapidamente a heroicidade recorrente redunda na mediania persistente. Ainda assim, insistirá sempre.

Rancor

Carregada de rancor, avança pelo corredor com as mãos a segurarem um copo de café e na outra um copo de água. Com dificuldade consegue contrariar a vontade de esmagar os copos. Não fosse queimar-se com o café e ter que limpar o chão, tudo estaria irremediavelmente espalhado no chão e, se possível bem salpicado. Um ódio irracional e quase primordial invade-a e pulsa-lhe sangue para as órbitas carregando ainda mais o olhar. Num ápice, e sem ser necessário qualquer razão estará capaz de explodir numa qualquer cena que, irremediavelmente terminará numa descontrolada crise de choro.
Duas questões subsistem. Definir o culpado e definir a razão da culpa. E, para o caso, nem é preciso ir muito longe, basta recorrer aos ódios de estimação e haverá sempre razões de sobra.
Há razões cósmicas que perdem a necessidade de serem racionalmente comprovadas, são motivos que estão para além do que quer que seja que se possa acrescentar ou justificar. Há quem lhes atribua a motivação como actos de fé, residindo, pois, numa zona de adesão por uma estrutura emocional que gera energia suficiente para amar ou odiar, como o presente, sem mais. E, com o tempo, este ódio acaba por se auto-alimentar num crescendo onde tudo e qualquer coisa, até uma ausência de haver coisa serve para crescer esse sentir. E, nesse tempo decorrido, a ficção vai ganhando a estrutura de base que nunca existe para sustentar esse sentir.
Há, também, quem afirme que esses ódios de estimação, podem esconder a castração e negação do sentimento inverso, ou seja, o esforço de contrariar uma afeição. A observação de equilíbrio de energias pode ajudar esta teoria, pois que a força negativa de contrariar um sentimento positivo obrigará a que o corpo se liberte dessa energia.

Mais tarde volta à máquina de café e, continuamente rancorosa, prefere não cruzar o olhar e confirmar o caminhar, passo após passo, certificando que caminhando assim não levanta o pensamento para outros temas.

Há, ainda, uma terceira via. A questão da especificidade do género feminino que num nada consegue, em nanossegundos produzir a mais infernal tempestade tropical. Pode ser, sobretudo porque estas, como está comprovado cientificamente, acontecem pelo aquecimento excessivo de algum ponto a milhares de quilómetros de distância. Uma versão mais polida da explanação anterior, só que vagamente sexista.

Curiosamente uma conversa com umas graçolas de entremeio acabam por funcionar como aquele pequeno objecto da panela de pressão...

Pensando vidas

A volatilidade das relações reflecte várias alterações como o homem vê o mundo e nele se projecta. As separações multiplicam-se e poucas resistem ao tempo. Seguramente que é uma alteração da consciência do homem que tenderá a sobrepor a sua necessidade de prazer a qualquer outro objectivo.
O ponto, contudo, que me preocupa é a fertilidade. Cada vez mais apenas as primeiras relações procriam, ou seja, só num relacionamento que acontece na idade mais fértil do casal gera filhos, que rondará, grosseiramente, entre os 25 e os 35. Após esse tempo, tende a ser diminuto a gestação em novos casais. Ora se um dos elementos deste novo casal ainda não gerou a sua procriação tenderá a exercer essa função a ou aos filhos da relação anterior. Lastimavelmente conheço algumas pessoas que cabem nesta fotografia. E, por azar, chegaram tarde.

E, escudando-se em todas as razões, acredito que alguém, nestes casos, passará o resto da vida a suprimir uma falta. É natural ao bicho homem procriar e zelas pelas suas crias.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Mais uma curta com spicy

O pequeno murmúrio que sopras ao meu ouvido pode conter todas as palavras mas o que mais me diz, e me toca, é a proximidade dos teus lábios que, humidamente deixam entrar um calor capaz de me provocar um arrepio de cima a baixo, retesando a pele e deixando-me pronto para o jogo eterno.
Com o braço percorro as suas costas para a prender junto a mim. E os meus olhos caem completamente no sempre generoso e confortável decote onde as minhas mãos, zelosas, se prontificam para os recuperar.
E, no escuro dos olhos fechados voltamos à cumplicidade da história que se repete desde o princípio do tempo, suspendendo-o.

ouvido por aí

"Oiço a primeira música de Natal do ano e pergunto-me como podería ser esse Natal se fosse o nosso?"

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Voltar aos aforismos

Curiosamente é no chão do cemitério que melhor nascem as flores...

Aguarela pré outono


desenhos ao acaso




Primeiro desenho a carvão, depois uma aguarela



entreter as mãos



Mais cartaz